De: Mauricio do Carmo
Silva
Não há como novo poema suplantar qualquer outro na eloqüência sobre o quê versa, ou na beleza...
Poemas são como os filhos, e cada um, têm sua
própria Luz!
Cada verso, cada ode, versa os registros sobre
impressões de momentos que são únicos, das emoções vívidas, que eletrizam e marcam a alma do poeta em instante
sem “Replay”...
É que o coração poeta, pleno em júbilo, ou quiçá em
transe, jamais titubeia em lançar nos traços os códigos de
sua emoção.
Este o axioma: Um coração e sua verdade!
A verdade que pode esboçar alegrias, belezas, alegorias, fantasias, mitos, conquistas, detalhes e,
o Amor...
Tantas e quantas vezes como tema “O Amor”!
E em todas as vezes, confesso, nem sei se um
delírio, sobrevinha-me a sensação de atingir com o texto, a métrica, a versão ou a mensagem de formato mais
preciso.
Contudo, sei bem disto: Só mesmo o Amor é
definitivo!
Eu, Poeta, homem-menino, também filho do Amor, apenas o expresso, e com a alegria de festejá-lo
com palavras brinco.
Poetas e poetisas são prismas a espargir a luz do
Amor em todas as direções, a todos os corações que nos
queiram ouvir, falando, a nosso turno, a mesmíssima língua com
semânticas diferentes.
Tem gente que faz poema com os olhos, com gestos,
com o corpo, mas existem também aqueles outros mais intrépidos
que, desnudam-se, nos oceanos da palavra dita, escrita, rimada ou
não, aos açoites da emoção.
Porque apaixonado, um pouco sonho, um pouco
saudades, um pouco gozo, ou dor, sou eu também, do Amor, um difusor dessa mesma
linda luz.
E você que leu até aqui, não te surpreendas se
acaso, no verso, na prosa, qual farol a nortear corações, façamos parte de um mesmo indicador, quando somos “vários” mesmo sendo únicos!
Um luzeiro apenas no negrume da noite é o que
basta, para que um coração que vaga em sua busca incerta, se anime a vencer madrugadas, e tempestades, e
revoltas, para divisar novamente o céu e suas tantas luzes.
Hoje, nesta noite e momento, em que divisas por mim
uma fração dessa Luz, saiba, que encontramo-nos aqui, nesta altura da tua
existência e da minha, pelo fato de que cada parcela de meu Ser nesta
madrugada, nessas linhas, na eternidade desse momento, vibra e reflete,
traduz e compartilha com você,
Toda a Luz da qual lhe chega por mim apenas exígua
parcela, mas que é mesmo agora só toda a minha alma...
E tu perguntas se não falo de uma quimera, ou se
teorizo...
Que dirias então se soubesses de minha capacidade de argumentar que “Luz” para mim tem “cheiro”, tem “gosto”, tem inclusive um “rosto” lindo!
Não prossiga nesta linha – por favor, pondere: Essa Luz é a insígnia feminina, da mulher que
habita meu coração,
Que retorna a mim de laços de outrora, porque Amor
perene, para nortear, ardorosa, o meu coração amante e a
vida.
Não me julgue orgulhoso ou egoísta demais, porém, deste tesouro não prescindo, e nem lhe dou mais
indicativos, não compartilho nome por ser sagrado, nem revelo endereço, pois somente ela é quem sabe do meu coração.
Dou-te apenas a visão de parcela dessa luz, a
esperança real, para que empreenda méritos e busques a estrela, a
chama e luz, que habita n’algum lugar, mas que cabe ao coração
teu.
Quanto aos Poemas e Versos, para mim o mais belo já
está escrito, e tem a graciosidade de Mulher, e vivifica meus
dias!
Sou poeta, apenas aprendiz, brincando, compondo, em
idéias e letras, Somas e Frações, da trajetória e das cores dessa
luz...
Que, a mim enriquece, me enobrece, completa e me
afaga!