“ENSEADA” De: Mauricio do Carmo De meu peito faço a enseada Onde você sempre quisera aportar, Grande e tranqüila, iluminada e tua... Que sempre fora tua e lhe aguardava, Onde tantas pessoas se refugiaram Durante tormentas atrozes no oceano da vida, Mas que sabiam não poderem permanecer, Porque este sempre foi lugar só teu Meu Amor! Aqui onde o tempo obedece aos anseios de teu coração, Quando há brisas e fortes ventos, São eles a expressão de suas emoções. Onde o sol cintila n’água a luz de teus olhinhos, Os sons do vento compartilham de ti os desejos, Onde as cores repetem as escalas de teus sonhos, Assinalam na areia as marés As nuances de teus desejos, Enseada de você em mim... O espaço inteiro onde sempre fui espera por você. Onde também eu me refugiei para buscar te ouvir, Sem os conselhos do tempo, porque eternamente, O lugar de nós dois, todo Amor e emoções, Cânticos de ti e de mim, Amor e Paz, de Ana Paula.
"CRIMEN VITAE"
De: Mauricio do Carmo Silva
Só um
"Crime" há sem dolo e sem culpa: O Crime de Amar!
Porque ao
Amar abandona-se tudo
Qualquer
interesse, ou plano, chega-se mesmo a morrer.
Mas Amar é
nascer de novo!...
Chega-se a
renascer, entre suspiros e "uis",
Muitas
vezes n'um mesmo dia.
E fica-se
ali, n'uma celebração d'alma...
E o coração
lá... Abandonado, entregue, abonado,
Dado à
metade que nos completa.
Se dizem:
"Bem Feito", responde-se: Obrigado!
Vive-se a
utopia na imperfeição,
Ou
perfeição da ingenuidade total.
Porque é
assim: Ao Amar se é criança!
E criança é
transparente, tem o coração desarmado.
Pra quê se
armar contra o mundo,
Quando se
está seguro e protegido pela aura do Amor?
Quando um
Ser Ama, transcende!
E tudo se
resolve, mesmo as ingerências cometidas em nome do Amor.
É
certamente um "Crime" sair de órbita, e ignorar o mundo
Mas, e
daí?... Que seria o Mundo, a vida enfim, sem o Amar?
Sm a mola
mestra que toca a vida – O Amor?
Pois seja
este entendido como o "Crime Perfeito"!
 | Axioma | Oct 3, '06 5:51 AM for everyone |
De: Mauricio do Carmo
Silva
Não há como novo poema suplantar qualquer outro na eloqüência sobre o quê versa, ou na beleza...
Poemas são como os filhos, e cada um, têm sua
própria Luz!
Cada verso, cada ode, versa os registros sobre
impressões de momentos que são únicos, das emoções vívidas, que eletrizam e marcam a alma do poeta em instante
sem “Replay”...
É que o coração poeta, pleno em júbilo, ou quiçá em
transe, jamais titubeia em lançar nos traços os códigos de
sua emoção.
Este o axioma: Um coração e sua verdade!
A verdade que pode esboçar alegrias, belezas, alegorias, fantasias, mitos, conquistas, detalhes e,
o Amor...
Tantas e quantas vezes como tema “O Amor”!
E em todas as vezes, confesso, nem sei se um
delírio, sobrevinha-me a sensação de atingir com o texto, a métrica, a versão ou a mensagem de formato mais
preciso.
Contudo, sei bem disto: Só mesmo o Amor é
definitivo!
Eu, Poeta, homem-menino, também filho do Amor, apenas o expresso, e com a alegria de festejá-lo
com palavras brinco.
Poetas e poetisas são prismas a espargir a luz do
Amor em todas as direções, a todos os corações que nos
queiram ouvir, falando, a nosso turno, a mesmíssima língua com
semânticas diferentes.
Tem gente que faz poema com os olhos, com gestos,
com o corpo, mas existem também aqueles outros mais intrépidos
que, desnudam-se, nos oceanos da palavra dita, escrita, rimada ou
não, aos açoites da emoção.
Porque apaixonado, um pouco sonho, um pouco
saudades, um pouco gozo, ou dor, sou eu também, do Amor, um difusor dessa mesma
linda luz.
E você que leu até aqui, não te surpreendas se
acaso, no verso, na prosa, qual farol a nortear corações, façamos parte de um mesmo indicador, quando somos “vários” mesmo sendo únicos!
Um luzeiro apenas no negrume da noite é o que
basta, para que um coração que vaga em sua busca incerta, se anime a vencer madrugadas, e tempestades, e
revoltas, para divisar novamente o céu e suas tantas luzes.
Hoje, nesta noite e momento, em que divisas por mim
uma fração dessa Luz, saiba, que encontramo-nos aqui, nesta altura da tua
existência e da minha, pelo fato de que cada parcela de meu Ser nesta
madrugada, nessas linhas, na eternidade desse momento, vibra e reflete,
traduz e compartilha com você,
Toda a Luz da qual lhe chega por mim apenas exígua
parcela, mas que é mesmo agora só toda a minha alma...
E tu perguntas se não falo de uma quimera, ou se
teorizo...
Que dirias então se soubesses de minha capacidade de argumentar que “Luz” para mim tem “cheiro”, tem “gosto”, tem inclusive um “rosto” lindo!
Não prossiga nesta linha – por favor, pondere: Essa Luz é a insígnia feminina, da mulher que
habita meu coração,
Que retorna a mim de laços de outrora, porque Amor
perene, para nortear, ardorosa, o meu coração amante e a
vida.
Não me julgue orgulhoso ou egoísta demais, porém, deste tesouro não prescindo, e nem lhe dou mais
indicativos, não compartilho nome por ser sagrado, nem revelo endereço, pois somente ela é quem sabe do meu coração.
Dou-te apenas a visão de parcela dessa luz, a
esperança real, para que empreenda méritos e busques a estrela, a
chama e luz, que habita n’algum lugar, mas que cabe ao coração
teu.
Quanto aos Poemas e Versos, para mim o mais belo já
está escrito, e tem a graciosidade de Mulher, e vivifica meus
dias!
Sou poeta, apenas aprendiz, brincando, compondo, em
idéias e letras, Somas e Frações, da trajetória e das cores dessa
luz...
Que, a mim enriquece, me enobrece, completa e me
afaga!
De: Mauricio do Carmo Silva
Te amar com palavras
apenas
É te privar do carinho
mais terno
Não te ofertar o melhor
sorriso
Te impedir, e a mim,
saborear o abraço.
Te amar apenas em palavras
Ditas, pensadas, escritas,
É ser por demais platônico,
E assim matar o beijo gostoso que sequer nasceu.
Mesmo as mais sinceras
palavras,
As mais belas, doces,
fortes como o querer que existe,
Não traduzem o encanto
de olhares que se encontram.
E por isso é assim a
pressa em estreitar-te em abraços,
Enternecer-te em beijos
apaixonados,
Oferecer-te Amor e
Lealdade eternamente.
Querer-te preciosa, ser para ti precioso.
Simples entrega, fiel devoção, ternura de paixão infinda.
Impedir que a distância doa, por quê há lembrança vívida!
Teu querer, teu amar,
ser teu amado.
Todo e somente teu:
Corpo, mente e alma...
Alma perdidamente
apaixonada cujo coração clama teus afagos,
A quem parece
impreciso, mesmo impossível,
Viver um amor imenso
com palavras apenas...
De: Mauricio do Carmo
Quero-te os cuidados meigos
Também o aconchego e os carinhos.
Quero-te, e também os mais doces beijos,
E tua imagem, com cabelos em desalinho.
Quero-te muito incompreensível, compreendê-la...
E ainda quero-te por alvo de minha paixão.
Quero-te, ainda que doam as minhas e tuas marcas,
Para fazer vencidos os dogmas do passado
Na convivência do Amor em celebrações!
Quero-te, vivente, pura, impura, benévola,
Ou a tal mistura perversa...
Quero-te minha mulher, em meus braços.
Quero-te minha flôr, com toda aflição.
Compassadamente, Quero-te!
De: Mauricio do Carmo
São
as somas de infinitos segredos de mim,
O
recobrar das delícias de tempos não contados na memória.
Saber-nos
tão maiores na dimensão do tempo que pára:
Porque
manifesto-me como o “Todo” ao sabor de teus beijos;
Porque
me reconheço “Imortal” quando por
tuas mãos afagado;
Porque
entendo-me “Pleno” quando em tua
companhia.
Não
sei, este Amor, de quantas existências,
E
não prescindo saber o “Divinal” que é sem fim.
Quão
estranha essa percepção em que o tempo é tudo e nada...
Não
hesitei, nem poderia: Porque minh’alma reconhece a tua,
E
quando juntos, nossos corpos somente obedecem
A
esses incógnitos comandos que fluem nascidos de você e de mim.
Perdemos
a noção do tempo, amamos, sorrimos, olhamos,
Tocamos,
dormimos, amanhecemos, redescobrimos, anoitecemos, juntos...
No
dia seguinte, para aplacar a saudade, para tornar em coisa menor a distância
Ou
o apelo das memórias recentes:
Ou
ver diante do espelho, no brilho dos olhos, no sorriso,
A
marca indelével, tua em mim, marcas de Amor.
Inegável
e sublime, parcela de nós dois, em mim e em você, patente, Minha Amada!
Assim
estamos, assim somos nós, na vida, na semântica de amar: Evidentes!
De: Mauricio do Carmo
Canto o acerto, o
desacerto, as sinas, os amores.
Poético, canto a vida, os dias, em certos versos as dores.
Com um hausto invoco o sol, a lua, a musa, as flores.
Pontifico em cada linha o claro, o escuro, os beijos, os odores.
Repenso a própria existência, meus gestos, meu jeito.
Construo em cada verso emoção nova para um velho feito.
Risco, rabisco, retraço, refaço a rima...
Penso, aprendo, sinto, colho nas emoções "Matéria-Prima".
Quando falo, sentencio: Risco, rabisco, desafio!
Sei bem que nem sempre agrado, nem sempre emociono.
Mas nos traços dos versos vão as marcas da rima,
Rima bendita, rima maldita, das impressões que coleciono.
E se imperfeito e poeta puder ser acusado,
Não será certamente de um só dia a emoção ter calado.
Nos versos falo qual doutor, falo qual matuto,
Falo como o mais amado, hora como o mais solitário...
E por ser tão íntimo ao dom das rimas,
Se n'algum momento for vedado em meu expressar,
Contrariado, temporário faço silêncio e,
Com meu silêncio papel e caneta...
...Eu muito falo!
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