Mauricio's Site

Blog Entry“ENSEADA”Dec 25, '07 11:13 AM
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“ENSEADA”

De: Mauricio do Carmo

 

De meu peito faço a enseada

Onde você sempre quisera aportar,

Grande e tranqüila, iluminada e tua...

Que sempre  fora tua e lhe aguardava,

Onde tantas pessoas se refugiaram

Durante tormentas atrozes no oceano da vida,

Mas que sabiam não poderem permanecer,

Porque este sempre foi lugar só teu Meu Amor!

Aqui onde o tempo obedece aos anseios de teu coração,

Quando há brisas e fortes ventos,

São eles a expressão de suas emoções.

Onde o sol cintila n’água a luz de teus olhinhos,

Os sons do vento compartilham de ti os desejos,

Onde as cores repetem as escalas de teus sonhos,

Assinalam na areia as marés

As nuances de teus desejos,

Enseada de você em mim...

O espaço inteiro onde sempre fui espera por você.

Onde também eu me refugiei para buscar te ouvir,

Sem os conselhos do tempo, porque eternamente,

O lugar de nós dois, todo Amor e emoções,

Cânticos de ti e de mim,

Amor e Paz, de Ana Paula.


Blog EntryCrimen VitaeOct 3, '06 6:12 AM
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"CRIMEN VITAE"

De: Mauricio do Carmo Silva

Só um "Crime" há sem dolo e sem culpa: O Crime de Amar!

Porque ao Amar abandona-se tudo

Qualquer interesse, ou plano, chega-se mesmo a morrer.

Mas Amar é nascer de novo!...

Chega-se a renascer, entre suspiros e "uis",

Muitas vezes n'um mesmo dia.

E fica-se ali, n'uma celebração d'alma...

E o coração lá... Abandonado, entregue, abonado,

Dado à metade que nos completa.

Se dizem: "Bem Feito", responde-se: Obrigado!

Vive-se a utopia na imperfeição,

Ou perfeição da ingenuidade total.

Porque é assim: Ao Amar se é criança!

E criança é transparente, tem o coração desarmado.

Pra quê se armar contra o mundo,

Quando se está seguro e protegido pela aura do Amor?

Quando um Ser Ama, transcende!

E tudo se resolve, mesmo as ingerências cometidas em nome do Amor.

É certamente um "Crime" sair de órbita, e ignorar o mundo

Mas, e daí?... Que seria o Mundo, a vida enfim, sem o Amar?

Sm a mola mestra que toca a vida – O Amor?

Pois seja este entendido como o "Crime Perfeito"!


Blog EntryAxiomaOct 3, '06 5:51 AM
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“Axioma”

De: Mauricio do Carmo Silva

Não há como novo poema suplantar qualquer outro na eloqüência sobre o quê versa, ou na beleza...

Poemas são como os filhos, e cada um, têm sua própria Luz!

Cada verso, cada ode, versa os registros sobre impressões de momentos que são únicos, das emoções vívidas, que eletrizam e marcam a alma do poeta em instante sem “Replay”...

É que o coração poeta, pleno em júbilo, ou quiçá em transe, jamais titubeia em lançar nos traços os códigos de sua emoção.

Este o axioma: Um coração e sua verdade!

A verdade que pode esboçar alegrias, belezas, alegorias, fantasias, mitos, conquistas, detalhes e, o Amor...

Tantas e quantas vezes como tema “O Amor”!

E em todas as vezes, confesso, nem sei se um delírio, sobrevinha-me a sensação de atingir com o texto, a métrica, a versão ou a mensagem de formato mais preciso.

Contudo, sei bem disto: Só mesmo o Amor é definitivo!

Eu, Poeta, homem-menino, também filho do Amor, apenas o expresso, e com a alegria de festejá-lo com palavras brinco.

Poetas e poetisas são prismas a espargir a luz do Amor em todas as direções, a todos os corações que nos queiram ouvir, falando, a nosso turno, a mesmíssima língua com semânticas diferentes.

Tem gente que faz poema com os olhos, com gestos, com o corpo, mas existem também aqueles outros mais intrépidos que, desnudam-se, nos oceanos da palavra dita, escrita, rimada ou não, aos açoites da emoção.

Porque apaixonado, um pouco sonho, um pouco saudades, um pouco gozo, ou dor, sou eu também, do Amor, um difusor dessa mesma linda luz.

E você que leu até aqui, não te surpreendas se acaso, no verso, na prosa, qual farol a nortear corações, façamos parte de um mesmo indicador, quando somos “vários” mesmo sendo únicos!

Um luzeiro apenas no negrume da noite é o que basta, para que um coração que vaga em sua busca incerta, se anime a vencer madrugadas, e tempestades, e revoltas, para divisar novamente o céu e suas tantas luzes.

Hoje, nesta noite e momento, em que divisas por mim uma fração dessa Luz, saiba, que encontramo-nos aqui, nesta altura da tua existência e da minha, pelo fato de que cada parcela de meu Ser nesta madrugada, nessas linhas, na eternidade desse momento, vibra e reflete, traduz e compartilha com você,

Toda a Luz da qual lhe chega por mim apenas exígua parcela, mas que é mesmo agora só toda a minha alma...

E tu perguntas se não falo de uma quimera, ou se teorizo...

Que dirias então se soubesses de minha capacidade de argumentar que “Luz” para mim tem “cheiro”, tem “gosto”, tem inclusive um “rosto” lindo!

Não prossiga nesta linha – por favor, pondere: Essa Luz é a insígnia feminina, da mulher que habita meu coração,

Que retorna a mim de laços de outrora, porque Amor perene, para nortear, ardorosa, o meu coração amante e a vida.

Não me julgue orgulhoso ou egoísta demais, porém, deste tesouro não prescindo, e nem lhe dou mais indicativos, não compartilho nome por ser sagrado, nem revelo endereço, pois somente ela é quem sabe do meu coração.

Dou-te apenas a visão de parcela dessa luz, a esperança real, para que empreenda méritos e busques a estrela, a chama e luz, que habita n’algum lugar, mas que cabe ao coração teu.

Quanto aos Poemas e Versos, para mim o mais belo já está escrito, e tem a graciosidade de Mulher, e vivifica meus dias!

Sou poeta, apenas aprendiz, brincando, compondo, em idéias e letras, Somas e Frações, da trajetória e das cores dessa luz...

Que, a mim enriquece, me enobrece, completa e me afaga!


Blog EntryPalavrasOct 3, '06 5:39 AM
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"PALAVRAS"

De: Mauricio do Carmo Silva

Te amar com palavras apenas

É te privar do carinho mais terno

Não te ofertar o melhor sorriso

Te impedir, e a mim, saborear o abraço.

Te amar apenas em palavras

Ditas, pensadas, escritas,

É ser por demais platônico,

E assim matar o beijo gostoso que sequer nasceu.

Mesmo as mais sinceras palavras,

As mais belas, doces, fortes como o querer que existe,

Não traduzem o encanto de olhares que se encontram.

E por isso é assim a pressa em estreitar-te em abraços,

Enternecer-te em beijos apaixonados,

Oferecer-te Amor e Lealdade eternamente.

Querer-te preciosa, ser para ti precioso.

Simples entrega, fiel devoção, ternura de paixão infinda.

Impedir que a distância doa, por quê há lembrança vívida!

Teu querer, teu amar, ser teu amado.

Todo e somente teu: Corpo, mente e alma...

Alma perdidamente apaixonada cujo coração clama teus afagos,

A quem parece impreciso, mesmo impossível,

Viver um amor imenso com palavras apenas...


Blog EntryQuero-teOct 3, '06 5:31 AM
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"Quero-te"

De: Mauricio do Carmo

Quero-te os cuidados meigos

Também o aconchego e os carinhos.

Quero-te, e também os mais doces beijos,

E tua imagem, com cabelos em desalinho.

Quero-te muito incompreensível, compreendê-la...

E ainda quero-te por alvo de minha paixão.

Quero-te, ainda que doam as minhas e tuas marcas,

Para fazer vencidos os dogmas do passado

Na convivência do Amor em celebrações!

Quero-te, vivente, pura, impura, benévola,

Ou a tal mistura perversa...

Quero-te minha mulher, em meus braços.

Quero-te minha flôr, com toda aflição.

Compassadamente, Quero-te!


Blog EntryEvidentesOct 3, '06 5:23 AM
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“Evidentes”

De: Mauricio do Carmo

São as somas de infinitos segredos de mim,

O recobrar das delícias de tempos não contados na memória.

Saber-nos tão maiores na dimensão do tempo que pára:

Porque manifesto-me como o “Todo” ao sabor de teus beijos;

Porque me reconheço “Imortal” quando por tuas mãos afagado;

Porque entendo-me “Pleno” quando em tua companhia.

Não sei, este Amor, de quantas existências,

E não prescindo saber o “Divinal” que é sem fim.

Quão estranha essa percepção em que o tempo é tudo e nada...

Não hesitei, nem poderia: Porque minh’alma reconhece a tua,

E quando juntos, nossos corpos somente obedecem

A esses incógnitos comandos que fluem nascidos de você e de mim.

Perdemos a noção do tempo, amamos, sorrimos, olhamos,

Tocamos, dormimos, amanhecemos, redescobrimos, anoitecemos, juntos...

No dia seguinte, para aplacar a saudade, para tornar em coisa menor a distância

Ou o apelo das memórias recentes:

Ou ver diante do espelho, no brilho dos olhos, no sorriso,

A marca indelével, tua em mim, marcas de Amor.

Inegável e sublime, parcela de nós dois, em mim e em você, patente, Minha Amada!

Assim estamos, assim somos nós, na vida, na semântica de amar: Evidentes!



Blog EntryNatureza PoéticaOct 3, '06 5:20 AM
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"NATUREZA POÉTICA"

De: Mauricio do Carmo

Canto o acerto, o desacerto, as sinas, os amores.

Poético, canto a vida, os dias, em certos versos as dores.

Com um hausto invoco o sol, a lua, a musa, as flores.

Pontifico em cada linha o claro, o escuro, os beijos, os odores.

Repenso a própria existência, meus gestos, meu jeito.

Construo em cada verso emoção nova para um velho feito.

Risco, rabisco, retraço, refaço a rima...

Penso, aprendo, sinto, colho nas emoções "Matéria-Prima".

Quando falo, sentencio: Risco, rabisco, desafio!

Sei bem que nem sempre agrado, nem sempre emociono.

Mas nos traços dos versos vão as marcas da rima,

Rima bendita, rima maldita, das impressões que coleciono.

E se imperfeito e poeta puder ser acusado,

Não será certamente de um só dia a emoção ter calado.

Nos versos falo qual doutor, falo qual matuto,

Falo como o mais amado, hora como o mais solitário...

E por ser tão íntimo ao dom das rimas,

Se n'algum momento for vedado em meu expressar,

Contrariado, temporário faço silêncio e,

Com meu silêncio papel e caneta...

...Eu muito falo!


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